História de uma linha
História de uma linha apresenta o intervalo de um dia na vida dessa irreverente personagem, a linha. Silvana Beraldo Massera aproveita as características desse elemento gráfico para explorar o impulso de ir para diferentes lugares, se incorporar a outros objetos, aparecer aqui e ali modificada, e também modificar tudo o que está ao seu redor. Para sustentar graficamente as peripécias da personagem, a autora contou com os desenhos de Silvia Amstalden. O resultado foi uma narrativa em que a linha aparece ao mesmo tempo contínua e modificada a cada virada de página. O projeto gráfico reforça a presença da linha, tanto na textura de tecido escolhida para revestir a capa dura, no momento de verticalização da ilustração, que leva o pequeno leitor a virar o livro para apreciá-la melhor, bem como nas "páginas-pôster" de 105 centímetros de comprimento, que apresentam a trajetória da personagem por um skyline. O livro recebeu o prêmio Miolo(s) de melhor ilustração em 2015. Selecionado pela FNLIJ para o Catálogo de Bolonha 2016.
O labatruz e outras desventuras
Aprovado no PNLD 2018 Literário. O labatruz e outras desventuras venceu o 58o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil. Essa trilogia de contos aborda três das questões que mais afligem os seres humanos. Em “O labatruz”, que é o primeiro conto e tem características de fábula, o personagem central acaba sendo exposto exaustivamente à solidão por não encontrar outro de sua espécie. É imediata a identificação com os questionamentos da adolescência, como a aceitação em um grupo e as dificuldades do início da vida amorosa. No segundo, “O construtor de navios”, o sentimento de frustração aparece no personagem que, a princípio, era bem-sucedido em todos os aspectos e possuía todos os bens materiais e afetivos de que necessitava. A última história, “O homem que fazia luz”, aborda poeticamente a finitude. Ao construir contos delicados com tais temas, Judith Nogueira oferece uma leitura prazerosa que acaba por alcançar também os adultos.
A cidade das sombras dançantes
D. Eronquínea acordou com o maxilar inferior destroncado e a cabeça para os pés da cama. Esses dois fatos, somados, não eram bom presságio. Assim começa a história que se passa em Cidade Nova de Santa Lúcia dos Milagres. Conforme vamos conhecendo as peculiaridades da rica galeria de personagens — às vezes trágicos e reais, outras fantásticos e hilariantes — , passado e presente se fundem na narrativa, que aos poucos vai revelando os trágicos vaticínios pregressos. Mas qual infortunado personagem estará envolvido na próxima tragédia prenunciada por D. Eronquínea nessa cidade onde as sombras dançam ao sol do meio-dia?







