• 56º Prêmio Jabuti 2014
  • Águas turvas, romance de Helder Caldeira
  • Seu pesadelo foi você quem inventou!
  • Ralf & Demi: Uma história de duas metades

História de uma linha

Capa Labatruz

História de uma linha apresenta o intervalo de um dia na vida dessa irreverente personagem, a linha. Silvana Beraldo Massera aproveita as características desse elemento gráfico para explorar o impulso de ir para diferentes lugares, se incorporar a outros objetos, aparecer aqui e ali modificada, e também modificar tudo o que está ao seu redor. Para sustentar graficamente as peripécias da personagem, a autora contou com os desenhos de Silvia Amstalden. O resultado foi uma narrativa em que a linha aparece ao mesmo tempo contínua e modificada a cada virada de página. O projeto gráfico reforça a presença da linha, tanto na textura de tecido escolhida para revestir a capa dura, no momento de verticalização da ilustração, que leva o pequeno leitor a virar o livro para apreciá-la melhor, bem como nas "páginas-pôster" de 105 centímetros de comprimento, que apresentam a trajetória da personagem por um skyline. O livro recebeu o prêmio Miolo(s) de melhor ilustração em 2015. Selecionado pela FNLIJ para o Catálogo de Bolonha 2016.

As rugosidades do caos

Em As rugosidades do caos, Luis Dolhnikoff propõe uma poesia que encare de frente as complexidades e perplexidades do mundo urbano contemporâneo. O primeiro poema “da importância”, segundo Antonio Cícero, “já apresenta, em doses precisas, tanto rigor quanto liberdade [...] E ‘um poema’ propõe uma admirável arte poética à qual o livro inteiro corresponde”.

As rugosidades do caos é uma obra que se abre “objetivista”, como concordam Aurora Bernardini e Antonio Cícero, e caminha passo a passo, ou poema a poema, para a áspera linguagem política — relativa à pólis, à cidade, à grande confusão contemporânea — de seus poemas finais.

Seu pesadelo foi você quem inventou!

 

Naquela noite Ioiô teve um sonho terrível. Um pesadelo desses que a gente tem de vez em quando e nos deixa muito assustados. Mas na manhã seguinte, sua mãe dá uma divertida explicação de como e por que sonhamos, e isso vai mudar para sempre o modo com que a menina vai encarar seus próximos pesadelos, que vão deixar de ser tão assustadores assim. Conceitos básicos como inconsciente, id, ego e superego são introduzidos na história que conta a angústia da menina Ioiô depois de ter um pesadelo. As ilustrações de Clara Gavilan em aquarela representam a realidade, e a pintura com guache, os sonhos, inspirados em quadros de Salvador Dalí, já que a psicanálise tanto influenciou o movimento surrealista, no qual Dalí figura como um dos mais importantes representantes.