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O labatruz e outras desventuras

Capa Labatruz

O labatruz e outras desventuras venceu o 58o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil. Essa trilogia de contos aborda três das questões que mais afligem os seres humanos. Em “O labatruz”, que é o primeiro conto e tem características de fábula, o personagem central acaba sendo exposto exaustivamente à solidão por não encontrar outro de sua espécie. É imediata a identificação com os questionamentos da adolescência, como a aceitação em um grupo e as dificuldades do início da vida amorosa. No segundo, “O construtor de navios”, o sentimento de frustração aparece no personagem que, a princípio, era bem-sucedido em todos os aspectos e possuía todos os bens materiais e afetivos de que necessitava. A última história, “O homem que fazia luz”, aborda poeticamente a finitude. Ao construir contos delicados com tais temas, Judith Nogueira oferece uma leitura prazerosa que acaba por alcançar também os adultos.

História de uma linha

Capa Labatruz

História de uma linha apresenta o intervalo de um dia na vida dessa irreverente personagem, a linha. Silvana Beraldo Massera aproveita as características desse elemento gráfico para explorar o impulso de ir para diferentes lugares, se incorporar a outros objetos, aparecer aqui e ali modificada, e também modificar tudo o que está ao seu redor. Para sustentar graficamente as peripécias da personagem, a autora contou com os desenhos de Silvia Amstalden. O resultado foi uma narrativa em que a linha aparece ao mesmo tempo contínua e modificada a cada virada de página. O projeto gráfico reforça a presença da linha, tanto na textura de tecido escolhida para revestir a capa dura, no momento de verticalização da ilustração, que leva o pequeno leitor a virar o livro para apreciá-la melhor, bem como nas "páginas-pôster" de 105 centímetros de comprimento, que apresentam a trajetória da personagem por um skyline. O livro recebeu o prêmio Miolo(s) de melhor ilustração em 2015. Selecionado pela FNLIJ para o Catálogo de Bolonha 2016.

As rugosidades do caos

Em As rugosidades do caos, Luis Dolhnikoff propõe uma poesia que encare de frente as complexidades e perplexidades do mundo urbano contemporâneo. O primeiro poema “da importância”, segundo Antonio Cícero, “já apresenta, em doses precisas, tanto rigor quanto liberdade [...] E ‘um poema’ propõe uma admirável arte poética à qual o livro inteiro corresponde”.

As rugosidades do caos é uma obra que se abre “objetivista”, como concordam Aurora Bernardini e Antonio Cícero, e caminha passo a passo, ou poema a poema, para a áspera linguagem política — relativa à pólis, à cidade, à grande confusão contemporânea — de seus poemas finais.